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awaytobelieve
terça-feira, 4 de maio de 2010
Fecho os olhos, as lembranças não saem da minha cabeça... Os abraços, que me aconchegavam e me faziam esquecer todos os problemas. Aquelas palavras, que me acalmavam, e me faziam muito bem. Tudo isso me fazia muito bem. Tudo isso me faziam a pessoa mais feliz do mundo. Agora, já não sei se posso contar com aqueles abraços espontâneos, aquela risada sincera, e ouvir aquele 'eu te amo' baixinho no ouvido. Faz falta...
04:00 am.
Olho pro lado, sinto como se estivesse sendo observado por alguém, por algo, que eu não enchergava. Ignoro, viro para o lado e durmo. Mas dai vem meu pesadelo, meu maior inimigo, minha própria mente conspirando contra mim. Encontro-me em uma sala, sem janelas, iluminada apenas por velas por todos os cantos. Olho para os lados. A sala é repleta de quadros, com imagens escuras, sombrias. Quando olho pra frente, vejo que há três portas idênticas, uma ao lado da outra. Percebi na mesma hora que só sairia bem daquele lugar se escolhesse a porta correta, o que ja me deixou agoniado. Como se não bastasse, ouço vozes. Pessoas sofrendo, chorando, suplicando a morte. Procuro a fonte dos gritos. Os quadros pareciam ter criado vida, mostrando-me meus maiores medos: minha mãe morrendo, meu pai morrendo, meus melhores amigos morrendo! Começo a chorar, perguntando-me o porque de tudo aquilo. Percebo que não estou mais sozinho. Alguém, algo, me observava. Não tive coragem de encará-lo. Continuei imóvel, escondendo meu rosto nas mãos. Senti que 'a coisa' se aproximava. Mais perto. Mais perto. Senti sua respiração.
- Guilherme , acorda, já tá atrasado.
Minha mãe, minha heroína, me salvando do monstro dos meus sonhos.
- E vai direto pro banho, ta todo suado. - falava ela, enquanto saia do meu quarto, me deixando apenas com a lembrança da solidão.
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